A culpa é de quem? – 16/08/2007

Setembro 13, 2007 por Sal

Foi realizado nessa quinta-feira, com muito pesar pela sociedade e principalmente pelos familiares, o enterro da arquiteta Jamile de Castro nascimento. Hoje foi Jamile, quem será semana que vem? Até quando testemunharemos calados e impassíveis tantas atrocidades, tantas vidas inocentes sendo ceifadas e por tão pouco? A culpa é de quem?

Criança que morre após ser arrastada durante quilômetros, jovens que morrem com tiro no rosto por causa de um aparelho celular, adolescentes que perdem a vida por usarem um par de tênis bonito. E ainda há as balas perdidas… (pelo menos até encontrarem abrigo no corpo de alguém). Não há um único culpado. Todos têm culpa. Toda sociedade atônita com tanta violência tem sua parcela de responsabilidade.

Apontamos o dedo indignado para um governo corrupto, que mais se preocupa com o próprio umbigo ao invés de resolver os problemas do nosso país na tentativa de dar um rosto ao culpado por tanta tristeza e vergonha. Milhões de reais desviados para os bolsos de políticos e que deveriam der destinados à saúde, à educação, ao combate à fome. Mas quem botou esses governantes no poder?

E quando damos as costas e tratamos com indiferença os pobres, miseráveis, que habitam os morros e favelas brasileiras, que não tiveram uma oportunidade de tentar algo melhor. Quando ignoramos meninos nos sinais, homens que ocupam cargos não bem quistos à classe média, á burguesia, o que estamos fazendo se não assumindo o posto de culpados por não fazermos nossa parte?

Jadson José dos Santos, o porteiro, é culpado pela morte estúpida da arquiteta Jamile. Os fatos que resultaram nesse assassinato, não sabemos. A verdadeira causa, não sabemos. Na confissão assinada pelo criminoso aponta roubo. Mas quem é o culpado da má formação do porteiro? Quantos “Jadsons” precisaremos vivenciar para que alguma coisa seja feita? Alguma medida séria, com o engajamento e a conscientização de toda sociedade, mobilizada para realmente mudar o status quo? Quero ter orgulho do meu povo, do meu País, do Brasil, que eu ouvia quando criança dizerem que seria o país do futuro.

O Palavrão Nosso de Cada Dia – 09/08/2007

Setembro 13, 2007 por Sal

Alunos em uma escola de Jaraguá do Sul, no interior de Santa Catarina, são punidos de forma no mínimo curiosa pelos professores. Cada palavrão proferido pelo educando, dentro dos muros da instituição, é revertido em multa no valor de R$ 0,10. Se é certo ou errado tal procedimento, nem alunos ou pais têm reclamações sobre esta inusitada, sim, mas louvável pedagogia.

Considerado de baixo calão, chulo e ofensivo, o palavrão está incorporado no vocabulário do brasileiro e são raros os casos de alguém que não os mencione uma vez ou outra durante o dia. Seja para maldizer um opositor, malograr uma pedra que estava no meio do caminho e encontrou um dedo distraído durante uma topada, ou mesmo dito num acesso de surpresa, exclamação, fúria ou extrema alegria. Atire a primeira pedra quem nunca o pronunciou.

Crianças ouvem os mais velhos xingarem e tendem a repetir essas expressões, muitas vezes não condizentes com sua faixa etária, ou não cientes de seus significados. Podá-las em casa ou no colégio são dois lados da mesma moeda para que se faça necessária a conscientização do peso que essas palavras possuem. Alguém tem que fazer o serviço.

Desde que a multa simbólica passou a ser empregada no Colégio Evangélico Jaraguá, as crianças passaram a se policiar, dando conta de que realmente estavam pronunciando palavras pouco condizentes a uma instituição de ensino. Se não dói significativamente no bolso do infanto-infrator, ao menos a medida serve para avaliar e melhorar seu vocabulário.

Apresentação

Setembro 13, 2007 por Sal

Eu sou o Ariston Sal Junior, mas podem me chamar apenas de Sal, um carioca “da turma de 71“, do signo de áries, amante de música, filmes e quadrinhos, sem dispensar uma boa literatura básica.

Eclético quanto as minhas predileções, escuto de Billie Holiday a Rolling Stones, assisto de Fellini a Spielberg, leio
de Augusto dos Anjos a Ruy Castro.

Gosto de pessoas (que bom né? mas os bichinhos também são gostados por mim), de trocar idéias, experiências e como já dizia o bom e velho Rei Lagarto, Jim Morrison, “prefiro um banquete entre amigos do que uma família gigante”.

Acadêmico de Jornalismo na UNIVALI, da cidade de Itajaí, no Estado de Santa Catarina, hoje resido numa cidadezinha litorânea chamada Balneário Camboriú. Aliás, a oitava cidade em que moro. 

Escrevo letras de músicas e alguns amigos me chamam de poeta.

Sejam bem-vindos!!!!
beijos pra quem é de beijos,
abraços pra quem é de abraços!